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XXI Colóquio de História Militar

No âmbito do No âmbito dos 250 anos da presença do Conde de Schaumbourg-Lippe (1724-1777) em Portugal, a Comissão Portuguesa de História Militar decidiu centrar o Colóquio que anualmente organiza nesta temática atribuindo-lhe o título: Nos 250 Anos da chegada do Conde de Lippe a Portugal: necessidade, reformas e consequências da presença de militares estrangeiros no Exército Português.

Portugal, sem ameaças externas desde a guerra da Sucessão de Espanha (1701-1714) e sem uma elite dotada de cultura militar que fosse capaz de acompanhar o pensamento e a acção da guerra europeia, abandonou o seu exército, deixando-o chegar à ruína apesar das tentativas infrutíferas de D. João V em 1707 e 1735. A 15 de Agosto de 1761, ocorreu o denominado “Pacto de Família”, aliança entre as coroas de França e de Espanha. O Pacto é apresentado como uma iniciativa que não visava apenas servir os interesses das coroas francesa e espanhola, mas também os de Portugal, que era considerado como uma vítima da hegemonia marítima e comercial inglesa. Portugal não aceitaria o aliciamento preconizado pela aliança franco-espanhola, bem como não tomaria a aliança como uma não-agressão. O Conde de Oeiras manteria o alinhamento diplomático com a Inglaterra e seria junto de Jorge II que iria solicitar o apoio para a defesa do território português. Esse pedido era explícito quanto à necessidade de se nomear um mestre-de-campo-general que fosse capaz de organizar o exército português e o apoio em tropas e equipamentos. O monarca inglês escolheu Frederico Guilherme Ernesto, Conde reinante de Schaumbourg-Lippe, membro da Família Real Inglesa e senhor de grande notoriedade militar.

A 2 de Julho de 1762 chegou a Portugal e no dia seguinte seria nomeado, por decreto, marechal-general dos exércitos e governador de todas as armas. A situação militar era de enorme gravidade e as respostas que poderiam ser dadas estavam condicionadas pela desigualdade de forças. O exército invasor tinha um efectivo de 42.000 homens e Lippe apenas podia dispor entre 14.000 e 15.000.

Face à situação, limitou-se a adoptar um plano defensivo, guerra de posição, procurando evitar que o exército espanhol penetrasse em Portugal. Em Março de 1763, é assinada a paz definitiva e o Conde de Lippe vai continuar com o seu esforço, notabilizando-se pelo contributo que deu às ciências militares, particularmente à organização e administração militares.
Ao longo dos séculos XVII a XX, foram vários os militares estrangeiros que nas diferentes armas e serviços desempenharam as mais altas funções no Exército Português. De entre aqueles destacamos Michel de Lescolles, Schomberg, João Forbes-Skellater, Charles-Joseph-Hyacinthe du Houx (Conde e Marquês de Vioménil), Louis-François Carlet (Marquês de la Rosière), Karl Alexander von der Goltz, Christian August von Waldeck (Príncipe de Waldeck e Pyrmont), William Carr Beresford, João Carlos Conrado de Chelmicki, Louis Auguste Victor de Ghaisne (Conde de Bourmont), Jean-Baptiste Solignac, Wilhelm Ludwig von Eschwege, James MacDonell, Charles John Napier ou George Rose Sartorius.

Neste contexto, os conteúdos dos textos a apresentar deverão pautar-se pelas seguintes leituras:

·Política externa e relações internacionais – Portugal e o Exército no contexto das nações, (Guerra da Aclamação, Guerra da Sucessão Espanhola, Guerra dos Sete Anos, Guerra Peninsular e Guerras Civis);
·Política interna – Política de defesa do Reino e «reformas militares»;
·«Guerra Fantástica» – Preparativos, organização do exército e estratégias militares em confronto;
·Progresso e modernidade: a presença de militares estrangeiros ao serviço do Exército Português;
·Armamento e equipamento, recrutamento, instrução, logística, uniformes, insígnias e heráldica militar;
·Exército e Sociedade – ciência, cultura, economia, ideologia, jurisprudência, memórias militares, saúde militar e tecnologia.

pdf Download do programa do XXI Colóquio de História Militar

XXI COLÓQUIO DE HISTÓRIA MILITAR
"Nos 250 Anos da chegada do Conde de Lippe a Portugal: necessidade, reformas e consequências da presença de militares estrangeiros no Exército Português.
"
13, 14, 15 e 16 de NOVEMBRO de 2012 - Palácio da Independência - LISBOA

13 de Novembro (terça-feira)
MANHÃ
Sessão Solene Inaugural
1ª Sessão de trabalho

TARDE
2ª e 3ª Sessões de trabalho

14 de Novembro (quarta-feira)
MANHÃ
4ª e 5ª Sessões de trabalho

TARDE
6ª e 7ª Sessões de trabalho

15 de Novembro (quinta-feira)
MANHÃ
8ª e 9ª Sessões de trabalho

TARDE
10ª e 11ª Sessões de trabalho

16 de Novembro (sexta-feira)
MANHÃ
12ª e 13ª Sessões de trabalho

TARDE
14ª e 15ª Sessões de trabalho

20 e 21 de NOVEMBRO de 2012 - Comando do Pessoal-Exército/Praça da República -PORTO

20 de Novembro (quinta-feira)
MANHÃ
16ª e 17ª Sessões de trabalho

TARDE
18ª e 19ª Sessões de trabalho

21 de Novembro (quarta-feira)
MANHÃ
20ª e 21ª Sessões de trabalho

TARDE
22ª e 23ª Sessões de trabalho

Sessão solene de Encerramento

 

 
 

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